Proposta de alargamento da Plataforma Continental
Portugal tem até 3 de Maio de 2009 para apresentar às Nações Unidas a sua proposta de alargamento da Plataforma Continental. O prazo não é novidade, mas a bordo do navio D. Carlos I - que recebeu esta semana as visitas do Presidente da República e dos ministros da Ciência e da Defesa - o balanço feito dos trabalhos a decorrer nesta primeira fase permite perceber que esta é uma corrida contra o tempo.
O Instituto Hidrográfico tem as contas feitas. Mesmo considerando a utilização do navio D. Carlos I na sua melhor capacidade, é indispensável que outro navio hidrográfico, o Gago Coutinho, fique operacional para esta missão em Janeiro de 2007.
A dimensão da tarefa assim o exige. E isso mesmo ouviram Jorge Sampaio e os ministros Mariano Gago e Luís Amado durante o passeio, ao largo de Setúbal.
A pretensão nacional de alargar o seu território para além das actuais 200 milhas náuticas implica a realização de levantamentos hidrográficos intensivos, indispensáveis para provar as características geológicas e morfológicas do fundo oceânico ao largo da costa. Só assim se poderá conquistar o direito de explorar os recursos marinhos até um novo limite, que poderá ir até às 350 milhas.
Esse trabalho começou em Janeiro deste ano, e tem sido efectuado com recurso à mais avançada tecnologia, nomeadamente através de um sondador acústico multifeixe, que permite a obtenção de imagens de alta resolução.
O equipamento foi instalado no navio D. Carlos I através de um protocolo entre os ministérios da Ciência e da Defesa, parceria que vai também funcionar para a reconversão do navio Gago Coutinho.
Só não foi avançado em que fase está essa reconversão. De resto, a importância deste alargamento parece ser matéria consensual. Com excepção de Jorge Sampaio - que não fez qualquer comentário aos jornalistas durante o passeio realizado segunda-feira - Luís Amado, ministro da Defesa e Mariano Gago, ministro da Ciência e Tecnologia foram unânimes em relação ao projecto. Luís Amado garantiu mesmo que o Governo não irá faltar com os meios necessários para a sua conclusão.
Segundo Pinto de Abreu, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, este desafio representa ainda «uma afirmação da capacidade do país, mostra que existe 'know how', em ambientes onde a tecnologia, o conhecimento tecnológico e o conhecimento científico tem de ser bastante profundo».
O Instituto Hidrográfico tem as contas feitas. Mesmo considerando a utilização do navio D. Carlos I na sua melhor capacidade, é indispensável que outro navio hidrográfico, o Gago Coutinho, fique operacional para esta missão em Janeiro de 2007.
A dimensão da tarefa assim o exige. E isso mesmo ouviram Jorge Sampaio e os ministros Mariano Gago e Luís Amado durante o passeio, ao largo de Setúbal.
A pretensão nacional de alargar o seu território para além das actuais 200 milhas náuticas implica a realização de levantamentos hidrográficos intensivos, indispensáveis para provar as características geológicas e morfológicas do fundo oceânico ao largo da costa. Só assim se poderá conquistar o direito de explorar os recursos marinhos até um novo limite, que poderá ir até às 350 milhas.
Esse trabalho começou em Janeiro deste ano, e tem sido efectuado com recurso à mais avançada tecnologia, nomeadamente através de um sondador acústico multifeixe, que permite a obtenção de imagens de alta resolução.
O equipamento foi instalado no navio D. Carlos I através de um protocolo entre os ministérios da Ciência e da Defesa, parceria que vai também funcionar para a reconversão do navio Gago Coutinho.
Só não foi avançado em que fase está essa reconversão. De resto, a importância deste alargamento parece ser matéria consensual. Com excepção de Jorge Sampaio - que não fez qualquer comentário aos jornalistas durante o passeio realizado segunda-feira - Luís Amado, ministro da Defesa e Mariano Gago, ministro da Ciência e Tecnologia foram unânimes em relação ao projecto. Luís Amado garantiu mesmo que o Governo não irá faltar com os meios necessários para a sua conclusão.
Segundo Pinto de Abreu, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, este desafio representa ainda «uma afirmação da capacidade do país, mostra que existe 'know how', em ambientes onde a tecnologia, o conhecimento tecnológico e o conhecimento científico tem de ser bastante profundo».
---in: "Expresso" - 12/05/2005 - 15h16 - Mafalda Ganhão

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