Saber estudar
Apesar de a época de exames já ir quase a meio, nunca é tarde para dar algumas dicas em como estudar...nunca se sabe se não vão dar algum jeito, certo? Então aqui vão "elas" :
"Vou conseguir!
Se esta for a tua máxima, então o sucesso está (quase) garantido. Querer, ao contrário do que dizem, não é poder, mas, definitivamente, é o primeiro passo para o conseguir. A ideia não é original mas vale sempre a pena pensar que investir em algum esforço e ser perseverante… compensa. Assim, uma boa dose de estudo, trabalho, empenho individual e também alguma sorte, são as palavras-chave que, nos dias da “verdade” vão fazer a diferença.
Estudar, mas como?
Alguém disse que “os bons alunos são os que conhecem o seu método de aprendizagem”. Verdade, ou nem por isso, o que é certo é que estudar também se aprende… ou, pelo menos assim devia ser. O problema é que em Portugal as técnicas e métodos de estudo (infelizmente!) não constam dos manuais. Embora não existam receitas prontas a aviar, porque há quem se dê melhor com umas e quem só renda com outras, há que ir desbravando terreno e descobrir a fórmula que melhor resulta. Até porque, há estratégias de estudo, mais ou menos eficazes, conforme o tipo de disciplina, a quantidade de matéria e a personalidade do próprio aluno. Assim, um bom método de estudo pode não fazer milagres mas é, de certeza, a melhor arma para enfrentar os temidos exames.
Ir às aulas e tirar bons apontamentos
Esta pode ser uma boa técnica de estudo. Tirar notas ajuda a aprender e a fixar melhor a matéria. Mas nada de testamentos. O melhor é optar por assinalar tópicos importantes, expressões-chave, fórmulas, passagens essenciais, deduções, exemplos… Mas atenção, há que não confiar demais nos apontamentos das aulas que podem estar errados, porque percebemos mal ou (acontece!) porque o professor se enganou. Por isso, sempre que possível, há que confirmar as anotações através de outras “fontes”. No fundo, é como que “ouvir uma segunda opinião”. Toda e qualquer informação que nos é transmitida deve ser alvo de tratamento. Tentar correlacionar a matéria dada, com evocações auditivas, visuais ou de raciocínio ajuda a memorizar e facilita a compreensão. O estudo é tanto mais eficaz quanto maior for o número de actividades diferentes que se fizer com a matéria, e quanto menos mecanizada ela for. Assim, trabalhar os dados é anotar, sublinhar, repetir, praticar… fazer resumos, estes últimos auxiliares preciosos no período de revisões porque facilitam uma consulta rápida.
Não estudar tudo num dia
Seleccionar a matéria a estudar é outra das recomendações a ter em conta. Mas não deves querer apreender tudo de uma vez. Por exemplo, se tens vários blocos de informação, talvez fosse boa ideia reparti-los ao longo do dia, não sobrecarregando a tua cabeça durante horas com um só assunto. Nalgumas disciplinas, tal como num treino desportivo, deves começar do mais fácil para o mais difícil. O cérebro agradece. Outra das recomendações ditadas pelo bom senso é de não guardares tudo para a última da hora e, logo que souberes o calendário de frequências ou exames, começar a programar a “temporada” com antecedência. Para isso, convém que traces um bom plano de estudo, com um escalonamento de horários a cumprir como se de um emprego se tratasse. Pese embora o facto de o ritmo biológico de cada um ser diferente, a teoria dominante é que as máximas performances intelectuais se dão até ao meio dia, quando o cérebro está ainda fresco e depois, de novo, por volta das 16/17 horas. Ao longo do dia, alterna as fases de trabalho com períodos de repouso e descontracção.
Só ou acompanhado, num bom ambiente
És tu que vais ter que decidir se preferes estudar sozinho ou em grupo. Neste último caso, aconselhamos-te a escolher os parceiros com algum critério, de modo a serem todos a puxar por todos, e não haver quem se “pendure” ou “destabilize” as hostes. A experiência ensina que, em estudo conjunto, dois ou três colegas é o ideal, quatro é aceitável, mas cinco é já uma “multidão” que, habitualmente, não funciona. Seja qual for a opção, há um aspecto que se pretende comum: um ambiente agradável. Uma sala bem iluminada, afastada de distracções constantes (televisão ligada, gente a circular…), uma mesa previamente arrumada e limpa de objectos “estranhos” ao estudo são condições ideais. Para lá da casa, salas de estudo públicas ou bibliotecas são, geralmente, alternativas a ponderar. Pelo menos ficas com o reconforto da certeza de que muitos estão ali no mesmo “barco”.
Na “descontra”
Ninguém duvida que o período de frequências e/ou exames obriga a alguns sacrifícios. Mas isso não significa que vais precisar de mudar radicalmente a tua vida. Há que assumir esta época apenas como uma fase diferente da do ano inteiro. Os exames são importantes, merecem que lhes dês atenção, que te prepares convenientemente, que mudes, inclusive, alguns hábitos mas… calma aí. Não precisas de deixar de sair, estar com os amigos, ver televisão, bastando apenas que cortes com alguns “excessos”, canalizando essa adrenalina para o estudo. Mais. Há que ter algum cuidado com as refeições e dormir em doses q.b. Uma boa alimentação e um bom sono são indispensáveis para recuperar energias despendidas e aliviar a cabeça – que se quer fresca e operacional. Tenta evitar as directas, “picos” de esforço que comprometam toda a aprendizagem anterior e limitem o rendimento posterior. Atenção aos nervos que, nestas alturas, andam à flor da pele e que, em excesso, podem ser prejudiciais. Nestas situações o melhor é “descarregar baterias”, através da prática de algum exercício físico. Não menos importante, é a esfera da afectividade. Como defendem alguns psicólogos, por exemplo pôr fim a um namoro nesta altura pode ser fatal. Lembra-te que estudar é importante mas… não é tudo. Mesmo na época de exames, tenta não perder a noção do que se passa à tua volta e, se habitualmente, participas em actividades extracurriculares, ou tens algum hobby de eleição, não desistas agora só porque tens outros desafios à tua frente. Isso seria apenas mais um motivo de ansiedade, inimiga da calma tão necessária nestas alturas.
Na véspera
Começa a contagem decrescente para a hora “h” e todos os minutos te parecem poucos para dar mais uma olhadela pelos apontamentos? Corta essa! Nessa febre de saber repentino, podes acabar por nem te dar conta que corres o risco de estar a comprometer todas as horas de estudo na qual investiste durante semanas. Em vez disso, passa apenas em vista os principais pontos da matéria e… relaxa. Alguns especialistas defendem mesmo que, a véspera de um exame, deve ser um dia de pausa (como se os conhecimentos ficassem um dia a “assentar”). Há quem siga a letra esta tese e, no derradeiro dia antes da prova, opte antes por um passeio ou uma ida ao cinema e pense em tudo excepto… no exame.
É hoje!
Chegou o dia do exame. Em jogo, além dos teus conhecimentos, vão estar a tua capacidade de memorização, de expressão e, sobretudo, a tua aptidão para ultrapassar alguns dos medos. Acordar bem disposto, com confiança em si próprio ajuda a enfrentar a tarefa. Tal como numa prova desportiva, também o sucesso no exame depende, em muito, no investimento que se pôs na sua preparação. Por isso, há que encará-lo com pensamento positivo. É conveniente que chegues ao local com alguma antecedência para te certificares da sala e evitares os nervos que a pressa sempre acarreta. Instala-te bem - se puderes escolher o lugar tanto melhor. A posição no exame, tal como no estudo, se for incómoda pode ser motivo de mal-estar e “a cabeça é que paga”. Já com o exame na mão, é importante ler atentamente todo o enunciado antes de começar a responder, atendendo às instruções (número de perguntas a que tens que responder, a cotação de cada uma delas, etc) e exemplos apresentados. Uma inspecção prévia pode poupar-te a surpresas desagradáveis quando o tempo começa a escassear. Regista as perguntas que sabes responder e concentra-te nessas de imediato, voltando às outras mais tarde. É bom que tenhas presente o tempo da duração da prova (um relógio à mão é sempre útil), sem fazeres disso uma preocupação constante. Tenta responder com clareza e precisão porque a “palha” nem sempre resulta e as provas não são classificadas a peso. De vez em quando podes parar para respirar. Não te esqueças que tens uma máquina poderosíssima do teu lado: o cérebro. Usa-o bem. Por muito pouco que se saiba, vale sempre a pena arriscar numa resposta. Raciocina com lógica e tenta dar a volta.
Na recta final
Se o tempo está prestes a terminar e ainda tens “respostas em branco”, dedica-te a pôr no papel, rapidamente, os esquemas de raciocínio que empregarias na resolução da(s) pergunta(s) que te faltam. Se os métodos forem claros para o professor que corrige, podes ganhar alguns pontos. Afinal, é sempre melhor pouco (e bem) do que nada!Se já tiveres acabado e ainda tiveres uns minutos pela frente, é sempre conveniente que releias o que escreveste porque alguns erros podem ainda ser corrigidos. Ao sair esquece! Dá uma desculpa qualquer e vai descontrair para qualquer outro lugar. Não embarques em conversas fatalistas com os teus colegas sobre o que responderam, ou não, e as “ratoeiras” detectadas, pois só te vão trazer preocupações que irás arrastar até à data dos resultados. E, agora, o máximo que te podemos desejar é… boa sorte, um factor que não se pode controlar mas que, quer se queira quer não, tem uma influência decisiva."
---in: "Forum Estudante"

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