Do Mar veio a vida, no Mar está o futuro.

quarta-feira, julho 20, 2005

Atracção explicada

Um estudo realizado pelo Instituto da Inteligência do Porto revela que a atracção pela matemática ou pelas letras tem origem genética e hereditária, factores que ultrapassam o esforço de alunos e professores.
"A maior ou menor habilidade para os algarismos e o cálculo ou para as letras e a linguística devem-se a estruturas cerebrais e mentais que dependem de factores genéticos e hereditários", garante o Instituto da Inteligência, em comunicado. Pesquisas feitas pelo instituto através de técnicas de criação de imagens do cérebro e de provas neuropsicológicas "atestam que a aptidão para o cálculo depende de estruturas cognitivas e de factores de personalidade que não são susceptíveis de alteração". Segundo dados divulgados segunda-feira pelo Ministério da Educação, mais de dois terços dos 84.980 alunos do 9 ano sujeitos a exame reprovaram na prova de Matemática, que contava 25 por cento para a nota final. Apesar destes resultados, 74 por cento dos alunos do 9 ano ficaram aprovados à disciplina de Matemática, dado terem classificação positiva no terceiro período lectivo. Contactado pela Lusa, o director do Instituto da Inteligência, Nelson Lima, frisou que, ao contrário do que tem sido defendido por especialistas de outras áreas, a aptidão para o cálculo e para a matemática "não tem nada a ver com a forma como se ensina" esta disciplina. "A predisposição para a matemática é genética. Não tem nada a ver com questões culturais", afirmou Nelson Lima, reconhecendo que a adopção de estratégias de motivação dos alunos pela matemática pode ter resultados positivos, mas "não se esperam grandes milagres". Para o director do instituto, as crianças que não demonstrem desde cedo uma grande facilidade e um grande gosto por esta disciplina "nunca serão génios em matemática, porque as estruturas delas não as predispõem para a matemática".

---in: "SIC online - 2005/07/12"

terça-feira, julho 19, 2005

Mais três graus centígrados

A temperatura média na Sibéria aumentou três graus centígrados desde 1960. De acordo com um estudo europeu, esta enorme superfície arborizada absorve menos gás com efeito de estufa do que se esperava.

A enorme superfície arborizada da Sibéria absorve menos gás com efeito de estufa do que se esperava. Começa assim mais cedo a fusão das neves e dos gelos. A conclusão é de um estudo coordenado pela Universidade de Jena no leste da Alemanha, que utilizou dados fornecidos por satélites europeus, japoneses e norte-americanos. O aumento de temperatura observado na taiga siberiana aumenta a libertação de carbono orgânico para a atmosfera, tal como a produção de metano, um gás com efeito de estufa. "Tudo isto contribui para que a taiga, no seu conjunto, absorva menos gás com efeito de estufa do que supúnhamos até agora", declarou a professora Christiane Schmullius, da Universidade de Jena, citada pela agência Lusa. A investigadora acredita que as conclusões do estudo poderão aplicar-se a outras grandes florestas do hemisfério norte, nomeadamente no Canadá e nos Estados Unidos. A taiga siberiana absorve apenas 20 por cento da produção russa de dióxido de carbono de origem humana e 10 por cento da produção europeia, segundo Martin Heimann, do Instituto Max-Planck. Segundo os cientistas, o estudo contradiz a ideia de que a reflorestação ajude a lutar contra o efeito de estufa, como o afirmam os defensores do Protocolo de Quioto. O protocolo de Quioto foi concluído em 1997 e entrou em vigor desde Fevereiro deste ano. O acordo visa uma redução global de 5,2 por cento das emissões de gases com efeito de estufa emitidos no planeta até 2012 em relação a 1990.

---in: "SIC online - 2005/07/15"

segunda-feira, julho 18, 2005

Oceano de necessidades

O consumo global da água está a duplicar em cada 20 anos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A agricultura é o sector que exige maiores gastos, logo a seguir está a indústria. Os países do Médio Oriente já recorrem à "água virtual".

De acordo com as Nações Unidas, o consumo de água na indústria vai duplicar em 2025. Na agricultura, a subida do consumo é de 50 a 100 por cento, acompanhando o aumento das exigências alimentares.
Importar "água virtual"
Para combater a falta de água, a importação de "água virtual" é uma das soluções adoptadas pelos países do Médio Oriente e do Magreb. Se são precisos quase 500 litros de água para produzir uma tonelada de trigo, compra-se uma tonelada de trigo o que equivale a "importar" água.
Desde o final dos anos 80, o Médio Oriente e o Norte de África importam cerca de 40 milhões de toneladas de cereais e farinha por ano, o que em termos de água virtual é superior à quantidade de água do Nilo utilizada para a agricultura em todo o Egipto.
Um banho por dia
Já lá vai o tempo em que se tomava banho apenas em ocasiões especiais. Hoje em dia, a realidade é diferente. A era industrial elevou o nível de vida e tomar banho todos os dias é quase tão natural como almoçar.
O que poucos sabem é que em cada banho gasta-se, só numa semana, cerca de 1400 litros de água. Numa casa com quatro pessoas, os valores sobem para 5600 litros.
O progresso tecnológico encheu ainda as casas com electrodomésticos que poupam tempo e esforço, mas que gastam grandes quantidades de água. A satisfação das necessidades de água coloca assim na actualidades sérios problemas às comunidades.
---in: "SIC online - 2005/04/05 - Sandra Varandas"