Do Mar veio a vida, no Mar está o futuro.

sábado, julho 09, 2005

Saber estudar

Apesar de a época de exames já ir quase a meio, nunca é tarde para dar algumas dicas em como estudar...nunca se sabe se não vão dar algum jeito, certo? Então aqui vão "elas" :
"Vou conseguir!
Se esta for a tua máxima, então o sucesso está (quase) garantido. Querer, ao contrário do que dizem, não é poder, mas, definitivamente, é o primeiro passo para o conseguir. A ideia não é original mas vale sempre a pena pensar que investir em algum esforço e ser perseverante… compensa. Assim, uma boa dose de estudo, trabalho, empenho individual e também alguma sorte, são as palavras-chave que, nos dias da “verdade” vão fazer a diferença.

Estudar, mas como?
Alguém disse que “os bons alunos são os que conhecem o seu método de aprendizagem”. Verdade, ou nem por isso, o que é certo é que estudar também se aprende… ou, pelo menos assim devia ser. O problema é que em Portugal as técnicas e métodos de estudo (infelizmente!) não constam dos manuais. Embora não existam receitas prontas a aviar, porque há quem se dê melhor com umas e quem só renda com outras, há que ir desbravando terreno e descobrir a fórmula que melhor resulta. Até porque, há estratégias de estudo, mais ou menos eficazes, conforme o tipo de disciplina, a quantidade de matéria e a personalidade do próprio aluno. Assim, um bom método de estudo pode não fazer milagres mas é, de certeza, a melhor arma para enfrentar os temidos exames.

Ir às aulas e tirar bons apontamentos
Esta pode ser uma boa técnica de estudo. Tirar notas ajuda a aprender e a fixar melhor a matéria. Mas nada de testamentos. O melhor é optar por assinalar tópicos importantes, expressões-chave, fórmulas, passagens essenciais, deduções, exemplos… Mas atenção, há que não confiar demais nos apontamentos das aulas que podem estar errados, porque percebemos mal ou (acontece!) porque o professor se enganou. Por isso, sempre que possível, há que confirmar as anotações através de outras “fontes”. No fundo, é como que “ouvir uma segunda opinião”. Toda e qualquer informação que nos é transmitida deve ser alvo de tratamento. Tentar correlacionar a matéria dada, com evocações auditivas, visuais ou de raciocínio ajuda a memorizar e facilita a compreensão. O estudo é tanto mais eficaz quanto maior for o número de actividades diferentes que se fizer com a matéria, e quanto menos mecanizada ela for. Assim, trabalhar os dados é anotar, sublinhar, repetir, praticar… fazer resumos, estes últimos auxiliares preciosos no período de revisões porque facilitam uma consulta rápida.

Não estudar tudo num dia
Seleccionar a matéria a estudar é outra das recomendações a ter em conta. Mas não deves querer apreender tudo de uma vez. Por exemplo, se tens vários blocos de informação, talvez fosse boa ideia reparti-los ao longo do dia, não sobrecarregando a tua cabeça durante horas com um só assunto. Nalgumas disciplinas, tal como num treino desportivo, deves começar do mais fácil para o mais difícil. O cérebro agradece. Outra das recomendações ditadas pelo bom senso é de não guardares tudo para a última da hora e, logo que souberes o calendário de frequências ou exames, começar a programar a “temporada” com antecedência. Para isso, convém que traces um bom plano de estudo, com um escalonamento de horários a cumprir como se de um emprego se tratasse. Pese embora o facto de o ritmo biológico de cada um ser diferente, a teoria dominante é que as máximas performances intelectuais se dão até ao meio dia, quando o cérebro está ainda fresco e depois, de novo, por volta das 16/17 horas. Ao longo do dia, alterna as fases de trabalho com períodos de repouso e descontracção.

Só ou acompanhado, num bom ambiente
És tu que vais ter que decidir se preferes estudar sozinho ou em grupo. Neste último caso, aconselhamos-te a escolher os parceiros com algum critério, de modo a serem todos a puxar por todos, e não haver quem se “pendure” ou “destabilize” as hostes. A experiência ensina que, em estudo conjunto, dois ou três colegas é o ideal, quatro é aceitável, mas cinco é já uma “multidão” que, habitualmente, não funciona. Seja qual for a opção, há um aspecto que se pretende comum: um ambiente agradável. Uma sala bem iluminada, afastada de distracções constantes (televisão ligada, gente a circular…), uma mesa previamente arrumada e limpa de objectos “estranhos” ao estudo são condições ideais. Para lá da casa, salas de estudo públicas ou bibliotecas são, geralmente, alternativas a ponderar. Pelo menos ficas com o reconforto da certeza de que muitos estão ali no mesmo “barco”.

Na “descontra”
Ninguém duvida que o período de frequências e/ou exames obriga a alguns sacrifícios. Mas isso não significa que vais precisar de mudar radicalmente a tua vida. Há que assumir esta época apenas como uma fase diferente da do ano inteiro. Os exames são importantes, merecem que lhes dês atenção, que te prepares convenientemente, que mudes, inclusive, alguns hábitos mas… calma aí. Não precisas de deixar de sair, estar com os amigos, ver televisão, bastando apenas que cortes com alguns “excessos”, canalizando essa adrenalina para o estudo. Mais. Há que ter algum cuidado com as refeições e dormir em doses q.b. Uma boa alimentação e um bom sono são indispensáveis para recuperar energias despendidas e aliviar a cabeça – que se quer fresca e operacional. Tenta evitar as directas, “picos” de esforço que comprometam toda a aprendizagem anterior e limitem o rendimento posterior. Atenção aos nervos que, nestas alturas, andam à flor da pele e que, em excesso, podem ser prejudiciais. Nestas situações o melhor é “descarregar baterias”, através da prática de algum exercício físico. Não menos importante, é a esfera da afectividade. Como defendem alguns psicólogos, por exemplo pôr fim a um namoro nesta altura pode ser fatal. Lembra-te que estudar é importante mas… não é tudo. Mesmo na época de exames, tenta não perder a noção do que se passa à tua volta e, se habitualmente, participas em actividades extracurriculares, ou tens algum hobby de eleição, não desistas agora só porque tens outros desafios à tua frente. Isso seria apenas mais um motivo de ansiedade, inimiga da calma tão necessária nestas alturas.

Na véspera
Começa a contagem decrescente para a hora “h” e todos os minutos te parecem poucos para dar mais uma olhadela pelos apontamentos? Corta essa! Nessa febre de saber repentino, podes acabar por nem te dar conta que corres o risco de estar a comprometer todas as horas de estudo na qual investiste durante semanas. Em vez disso, passa apenas em vista os principais pontos da matéria e… relaxa. Alguns especialistas defendem mesmo que, a véspera de um exame, deve ser um dia de pausa (como se os conhecimentos ficassem um dia a “assentar”). Há quem siga a letra esta tese e, no derradeiro dia antes da prova, opte antes por um passeio ou uma ida ao cinema e pense em tudo excepto… no exame.

É hoje!
Chegou o dia do exame. Em jogo, além dos teus conhecimentos, vão estar a tua capacidade de memorização, de expressão e, sobretudo, a tua aptidão para ultrapassar alguns dos medos. Acordar bem disposto, com confiança em si próprio ajuda a enfrentar a tarefa. Tal como numa prova desportiva, também o sucesso no exame depende, em muito, no investimento que se pôs na sua preparação. Por isso, há que encará-lo com pensamento positivo. É conveniente que chegues ao local com alguma antecedência para te certificares da sala e evitares os nervos que a pressa sempre acarreta. Instala-te bem - se puderes escolher o lugar tanto melhor. A posição no exame, tal como no estudo, se for incómoda pode ser motivo de mal-estar e “a cabeça é que paga”. Já com o exame na mão, é importante ler atentamente todo o enunciado antes de começar a responder, atendendo às instruções (número de perguntas a que tens que responder, a cotação de cada uma delas, etc) e exemplos apresentados. Uma inspecção prévia pode poupar-te a surpresas desagradáveis quando o tempo começa a escassear. Regista as perguntas que sabes responder e concentra-te nessas de imediato, voltando às outras mais tarde. É bom que tenhas presente o tempo da duração da prova (um relógio à mão é sempre útil), sem fazeres disso uma preocupação constante. Tenta responder com clareza e precisão porque a “palha” nem sempre resulta e as provas não são classificadas a peso. De vez em quando podes parar para respirar. Não te esqueças que tens uma máquina poderosíssima do teu lado: o cérebro. Usa-o bem. Por muito pouco que se saiba, vale sempre a pena arriscar numa resposta. Raciocina com lógica e tenta dar a volta.

Na recta final
Se o tempo está prestes a terminar e ainda tens “respostas em branco”, dedica-te a pôr no papel, rapidamente, os esquemas de raciocínio que empregarias na resolução da(s) pergunta(s) que te faltam. Se os métodos forem claros para o professor que corrige, podes ganhar alguns pontos. Afinal, é sempre melhor pouco (e bem) do que nada!Se já tiveres acabado e ainda tiveres uns minutos pela frente, é sempre conveniente que releias o que escreveste porque alguns erros podem ainda ser corrigidos. Ao sair esquece! Dá uma desculpa qualquer e vai descontrair para qualquer outro lugar. Não embarques em conversas fatalistas com os teus colegas sobre o que responderam, ou não, e as “ratoeiras” detectadas, pois só te vão trazer preocupações que irás arrastar até à data dos resultados. E, agora, o máximo que te podemos desejar é… boa sorte, um factor que não se pode controlar mas que, quer se queira quer não, tem uma influência decisiva."
---in: "Forum Estudante"

sexta-feira, julho 08, 2005

Projecto de fusão vai ter sede em França

A França foi o país escolhido para receber o reactor de base do projecto de fusão nuclear, ou Reactor Experimental Termonuclear Internacional (ITER), avaliado em 10 mil milhões de euros. O Japão desistiu da candidatura após ter negociado um prémio de consolação que lhe atribui 20 por cento dos 200 postos de trabalho de investigação.
O contrato, assinado esta terça-feira em Moscovo, capital da Rússia, e determina que o ITER seja construído em Cadarache, no sul de França. A decisão foi tomada pelos seis parceiros (União Europeia, Rússia, China, Japão, Estados Unidos da América e Coreia do Sul) deste projecto de investigação científica e estratégica avaliado em 10 mil milhões de euros durante 30 anos. O objectivo é construir e colocar em funcionamento o primeiro reactor capaz de gerar electricidade através da fusão nuclear, um método de produção energética que imita a forma como o sol produz energia e usa como combustível a água do mar.A escolha conhecida hoje pôs termo a um prolongado braço de ferro entre o Japão, apoiado pelos EUA e pela Coreia do Sul, e a União Europeia, que contava com o apoio de Moscovo e Pequim. O Japão debateu-se durante meses para defender a localização do projecto em Rokkasho-Mura, no Norte do arquipélago, até que o governo japonês decidiu, na semana passada, retirar a sua candidatura em troca de compensações, que lhe atribuem 20 por cento dos postos de trabalho de investigação e apenas 10 por cento de contribuições nas despesas do projecto. No discurso que precedeu a assinatura do contrato, o presidente francês, Jacques Chirac, agradeceu o apoio demonstrado pela Comissão Europeia durante as negociações e mostrou-se satisfeito com a decisão final. “É um grande sucesso para a França, para a Europa e para todos os parceiros do ITER”, afirmou. Também o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, deu as boas-vindas ao projecto e, em comunicado emitido pelo seu gabinete, realçou a contribuição do mesmo para a criação de 4 mil novos postos de trabalho em França. Este é um passo importante para o executivo francês, numa altura em que uma das suas prioridades é a baixar a taxa de desemprego em França, a maior dos últimos cinco anos.
ITER VAI CRIAR ENERGIA RENOVÁVEL E LIMPA
A fusão nuclear é vista como uma forma de produção de energia inesgotável e segura. A diferença entre um reactor termonuclear e os que actualmente equipam as centrais nucleares é o facto de se basear na fusão e não na fissão nuclear. Durante o processo de fusão, um reactor termonuclear apenas liberta hélio, um gás inofensivo, e não gases tóxicos. O processo ainda está em aperfeiçoamento, no entanto a fusão nuclear é vista como uma das alternativas mais fiáveis para enfrentar a crise energética, resultante do futuro esgotamento das reservas de combustíveis fósseis (sobretudo, o petróleo).
AMBIENTALISTAS PROTESTAM
Grupos ambientalistas franceses já responderam de forma negativa ao acordo que irá permitir a construção do primeiro reactor experimental de fusão nuclear.O Greenpeace considera o projecto um "desperdício de dinheiro". As estimativas dos ambientalistas apontam que o ITER só terá resultados a partir da segunda metade do século.De acordo com Frederic Marillier, porta-voz do Greenpeace em França, "existem outras opções ecológicas com maiores efeitos a curto prazo".
---in: "Correio da Manhã"

segunda-feira, julho 04, 2005

Porto de Setúbal quer juntar cidade e rio

O presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Carlos Gouveia Lopes, está optimista com o desenvolvimento da infra-estrutura, traduzida em mais 4,1por cento de tráfego no primeiro trimestre de 2005, e revela vontade da APSS contribuir para o êxito do projecto Polis que está a avançar nas margens do Sado.

Correio da Manhã – O porto de Setúbal tem ganho dimensão. Que balanço faz?Carlos Gouveia Lopes – O ano passado foi bastante positivo para o porto de Setúbal que registou um crescimento de 7,1% no tráfego de mercadorias, ultrapassando os 6,5 milhões de toneladas. E não só aumentou o número de navios que escalaram o porto – mais 4% num total de 2124 – como também se verificou um aumento da arqueação bruta em cerca de 5%.Quanto a 2005, o movimento até ao mês de Abril soma 2426 mil toneladas de mercadorias, representando um acréscimo de 4,1% em relação ao ano anterior. Neste trimestre foram movimentados no porto de Setúbal 81.542 veículos, ou seja mais 8979 do que no ano transacto.– O Polis de Setúbal abrange áreas portuárias. Como têm decorrido os trabalhos com a Câmara?– A Câmara de Setúbal e a Sociedade Setúbal Polis encontram-se a desenvolver um Plano de Pormenor relativamente a este projecto. A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra faz parte da Comissão de Acompanha mento e quer dar um contributo positivo no desenvolvimento do projecto tendo em vista a melhor integração da interface terra-água, aproximando deste modo a cidade e o rio.– Em relação ao Porto de Sesimbra, têm-se realizado trabalhos de melhoramento?– O objectivo é procurar responder às necessidades. Nesse sentido foi concluída, no final de 2004, a melhoria das condições ambientais, com relocalização dos edifícios de apoio à pesca. A intervenção englobou a demolição das instalações de apoio à pesca, muito degradadas, a recuperação e requalificação ambiental da zona e a criação de infra-estruturas adequadas à manutenção e recuperação de equi- pamentos das embarcações de pesca. Outro projecto em fase de conclusão é a iluminação do molhe que inclui a construção de um caminho pedonal. E está para breve a adjudicação e início da construção de um troço de cais e rampa no porto de Sesimbra.
---in: "Correio da Manhã - 2004/07/03"

domingo, julho 03, 2005

França recebe projecto global de fusão nuclear

Está decidido. O reactor de base do projecto global de fusão nuclear, ou Reactor Experimental Termonuclear Internacional (ITER), vai ser instalado em Cadarache, próximo de Marselha, França. O japão desistiu da candidatura a anfitrião do projecto em troca de contrapartidas ainda não especificadas.
O ITER é um projecto ambicioso e revolucionário que envolve seis parceiros - União Europeia, Estados Unidos da América, Coreia do Sul, Japão, Rússia e China. Países terceiros, como Brasil e Suíça, já manifestaram interesse em aderir ao projecto. O objectivo é construir e colocar em funcionamento o primeiro de uma nova geração de reactores capazes de gerar electricidade através de fusão nuclear, de uma forma semelhante à do Sol. Os lucros meramente financeiros, mas também industriais e tecnológicos deste projecto estão calculados em números muito, mas mesmo muito positivos. Os parceiros deste projecto, apostados em planear um investimento de 4,77 mil milhões de euros para os próximos dez anos, estavam divididos quanto ao local onde ficará instalado o ITER. EUA e Coreia do Sul apoiavam a candidatura do Japão (que oferecia a localidade pesqueira de Rokkasho), enquanto que a China, a Rússia e a UE preferiam a França. A determinação europeia era tão grande que a UE chegou a calcular os custos do projecto sem a participação dos EUA e a França ofereceu-se para financiar 20 por cento (914 milhões de euros em 10 anos) da factura total, duplicando a sua oferta inicial. Representantes dos parceiros do ITER iniciaram hoje uma reunião de três dias na sede da Agência Internacional da Energia Atómica, em Viena, Áustria. E a surpresa surgiu logo nas primeiras horas de conversação. Os japoneses retiraram a sua candidatura, pelo que a localização do ITER em França ficou desde logo acordada. Os parceiros estão ainda a debater as contrapartidas a dar aos japoneses. O Canadá também foi candidato a receber o ITER, em Clarington, Ontario, mas abandonou o projecto em Dezembro do ano passado, depois de a UE ter retirado uma outra candidatura para a instalação do reactor em Espanha.
---in: "Correio da Manhã - 2004/11/08 - 17h39"